Análise de “Up All Night”, novo single do blink-182

Autor Por brunobld em 18/07/2011

Confira logo abaixo a resenha do novo single do blink-182, “Up All Night”, pelo Action182:

Em ordem, as três primeiras sensações em ouvir a música ao vivo na KROQ foi: Assustador. Inovador. Wow.

Estúpido dizer que “Up All Night”, novo single do blink-182, é parecido com qualquer um dos projetos de seus integrantes. Pior ainda é dizer que a música tem influências dos projetos anteriores. Sempre que Tom, Mark ou Travis fizerem alguma composição nova sentiremos que parece com algum outro projeto que já fizeram, simplesmente porque foram eles que fizeram. Óbvio.

Colocar isto como referência não é pecado, citar que parte se parece com os épicos momentos de Angels And Airwaves, ou parte se parece com a força, rapidez e profundidade do Box Car Racer não é pecado. Pecado é querer julgar a música por algo que eles já fizeram no passado, pecado é querer achar pêlo em ovo, como diria o ditado popular.

Deixando de lado a paixão de um fã, “Up All Night”, foi sim um grande lançamento do blink-182. Inovador e surpreendente. Quase quebrou a internet no dia do lançamento, fez o Action182 sair do ar algumas vezes por momentos e deixou seus fãs enlouquecidos. Todos queriam ouvir “Up All Night”, literalmente durante toda a noite.

A música traz a energia da banda desde seus primórdios, traz o amadurecimento, traz sentimento em sua letra. “Up All Night” leva para os fãs a esperança de um álbum incrível, pois teremos 14 novas canções para poder refletir e aí sim dizer algo completo sobre esse novo álbum e nova fase do blink-182.

Voltando a ser fã, eu diria “meus meninos cresceram”. É como eu me sinto hoje, vejo a evolução individual e conjunta da banda, e particulamente isto é sensacional. Saber que a banda não estacionou no tempo e continuou fazendo os mesmos acordes e melodias de Carousel, Dammit e All The Small Things. É extremamente bom saber que o blink-182 poderá me surpreender com o novo álbum.

Que venha todo o “Neighborhoods” dia 27 de setembro e continue trilhando esse novo caminho do blink-182, que até agora tem sido surpreendentemente ótimo e empolgante.

Texto escrito por Bruno Clozel, fundador e diretor do Action182 desde 2003.

Confira a opinião dos editores do Action182…

Márcio Medeiros (Colombia182), no Action182 desde 26 de agosto de 2007:

“Hoje em dia, me considero um fã do blink-182 que não se importou com a “mudança” da banda ao longo dos seus álbuns e nem vou me importar com o blink-182 que, com certeza, esse novo disco me mostrará. Eu me importo e aprecio Mark, Tom e Travis sendo amigos novamente e reunidos em um estúdio ou em um palco fazendo música novamente. E agora, músicas novas! Sinceramente, as esperanças de que a banda voltaria um dia eram bem pequenas. Sobre “Up All Night”? Sério mesmo. Tom pode ter mudado seu estilo de cantar e suas influências musicais, Travis pode destruir ainda mais na batera ou mesmo colocar elemento do hip hop e do rap em suas batidas e o Mark pode continuar sendo o mesmo Mark de sempre, só que mais experiente. O que me importa é que posso ver e ouvir a banda que me inseriu realmente no mundo da música e naquilo que ouço e experimento hoje em dia. Os três estão apenas seguindo em frente e dando mais um passo na carreira da melhor banda do mundo.”

Danilo Guarniero (Pan), no Action182 desde fevereiro de 2009:

“Uma mistura de alegria, empolgação e euforia tomou conta de mim quando ouvi aqueles 30 segundos da música que vazaram antes, no site da Amazon. De cara, me lembrou a música Elevator, do Box Car Racer (não somente porque tem o Mark e o Tom cantando, mas também pela melodia do verso). Ao ouvir a música completa pela primeira vez, confesso que não consegui “entender” direito, talvez pela ansiedade que eu estava sentindo no momento. Estranhei bastante a introdução com todos aqueles efeitos obscuros, mas logo em seguida vem um riff bem energético e o verso com vocais alterados, como eu já vinha torcendo que fosse. Não dá pra deixar de notar uma forte influência do AVA, tanto nos efeitos de fundo, quanto no refrão — que é bastante melódico e pegajoso, por sinal. Não é, de jeito nenhum, um ponto negativo, no meu ponto de vista. Primeiro porque eu gosto de Angels & Airwaves (até mais que +44 ou outro projeto dos integrantes do blink). Em segundo lugar, porque eu já estava esperando exatamente isso. Concluindo, Up All Night está dentro do que eu esperava e não me decepcionou em nenhum aspecto (bom, talvez deixou a desejar em um: a arte do single, que ficou detestável).”

Nathalia Araújo, no Action182 desde 20 de março de 2010:

Depois de 8 longos anos, a expectativa por uma nova música do Blink era enorme! E depois de tantas mudanças pelas quais nossos 3 rapazes passaram, era muito difícil dizer o que esperar do “novo Blink-182”. Quando ouvi Up All Night pela primeira vez, era tanta ansiedade, tanta emoção, que nem prestei muita atenção na música, simplesmente senti aquela “vibe”. Ao ouvir com mais atenção, Up All Night superou todas as minhas expectativas. E o que mais me agradou na música, foi o amadurecimento da banda, que podia ser percebido no instrumental, no vocal e na letra. Muitos estão se preocupando se a música tem uma pegada de +44 ou se tem o estilo do AVA…Sinceramente, de que importa? O importante é saber que Mark, Tom e Travis aprenderam muito nesses últimos anos e tem uma bagagem cheia de novidades para o Blink-182. Eu sonho muito alto com esse albúm e sem medo de errar: Up All Night só provou que o novo albúm do Blink-182 irá superar a expectativa de fãs, de críticos e até mesmo daqueles que não curtem a banda.

Danielli Marconato, no Action182 desde 20 de março de 2010:

“O que dizer depois de 8 anos sem nenhuma música nova do blink-182? É muito estúpido falar que eu chorei quando escutei os 30 segundos de “Up All Night”? Estou esperando esse novo álbum faz tempo, não passo um dia sem escutar alguma música do blink. Achei a música perfeita demais, uma mistura de todos os projetos paralelos (o que é ótimo, só teve a acrescentar para a banda). O Tom e o Mark com toda aquela troca de vocais, deixaram a música mais eletrizante e com aquele gostinho de “quero mais”. Depois que escutei a música com mais atenção percebi o toque do AVA nela sim, mais também do +44, Box Car Racer e do Blink, o nosso Blink. É inevitável o fato de que eles amadureceram e são um pouco diferentes, afinal eles não tem mais 20 anos, as pessoas mudam, o mundo muda, e por quê o Blink não poderia mudar junto? O Travis teve um destaque enorme nesse single, todas aquelas batidas me deixaram ao ponto de enlouquecer.   Aliás, só percebi todos esses detalhes depois que segui o conselho do mestre Mark Hoppus: “…sentado sozinho no meio da noite, com as pernas cruzadas, no chão do quarto de hotel, com os fones de ouvido, ouvindo essa música repetidamente.”  Toda essa mistura dos projetos do Tom, Mark e do Travis só aumentaram a minha vontade de escutar “Neighborhoods”, eu quero mais música, quero o álbum todo!”