AltPress: “Novas músicas do blink-182 estão a caminho… mas quando?”

Autor Por Danilo Guarniero em 09/07/2010

Em uma recente entrevista que o Mark concedeu ao site  AltPress.com, ele conta detalhes sobre seu programa, “Up All Night”, novo álbum… Confira a tradução abaixo.

A essa altura, podemos dizer que Mark Hoppus é um homem dinâmico. Mais conhecido por seu papel de boca-suja no Blink-182, ele é mais que um mero baixista, tendo feito produções respeitáveis, podcasts, colaborações, entre outras coisas nos últimos anos. Seu novo projeto? A Different Spin With Mark Hoppus, um pograma semanal de uma hora apresentado pelo próprio Mark, e que tem estréia prevista para setembro. Nós conversamos com Hoppus para tirar mais informações sobre o programa, e também para saber se iremos ou não ouvir uma nova música do Blink antes do mundo acabar em 2012.

Você está em Los Angeles hoje?

Não, nós estamos em Nova York. Estou falando de dentro do Radio City Music Hall.

Sério? O que você está fazendo aí?

Acabamos de fazer uma grande conferência de imprensa anunciando meu programa na Fuse.

Conferências de imprensa não são coisas que o blink-182 faz com frequência; não com a imprensa dos EUA, pelo menos. Como você age em uma conferência de imprensa? Você tem que dizer a si mesmo para não ser quem você é normalmente ou é algo simples?

Eu sou uma bosta em tentar ser algo que eu não sou. Então, eu apenas relaxo e tento ser eu mesmo – e eu sou uma bosta fazendo isso também, então…

Qual tipo de roupa é apropriado para coisas assim?

Me disseram para eu me vestir da forma que eu quisesse, mas minha esposa me disse que ao invés de usar bermuda, eu deveria usar calça, pois era mais apropriado.

Então, você tem esse programa na Fuse a caminho. Tem um título oficial?

A partir de agora se chama “A Different Spin With Mark Hoppus.”

Quanto controle criativo você terá no que faz o show?

Total. Não, realmente é muito legal porque tem sido uma colaboração absoluta com todos os envolvidos. As pessoas envolvidas têm a mesma mentalidade e são muito criativas e talentosas e inteligentes. Isso é meio como que queremos que o show seja. Desde o primeiro dia, sempre foi, “Vamos fazer esse show juntos e torná-lo irreverente, inteligente e engraçado.” Então, é isso que nós vamos fazer.

Obviamente você está muito ligado à música moderna agora e há um monte de bandas que você trabalha com produção ou sai em turnê ou são, por falta de uma palavra melhor, seus “brothers”. Como você cobre essas bandas no show sem parecer preconceituoso?

Provavelmente porque, bem, eu sou preconceituoso. Eu tenho tido mais diversão com as bandas que eu tenho amigos porque eu recebo para arruiná-los mais. Eu provavelmente terei que ter mais facilidade com pessoas que eu não conheço do que eu terei com bandas amigas minhas que já sairam em turnê comigo. Porque com eles, eu posso” tirar onda” e, você sabe, trazer coisas que os deixem desconfortáveis e eu terei que ser um pouco mais respeituoso com as pessoas que eu não conheço.

Esse show é definitivamente sua própria coisa. É realmente baseado na música e no amor pela música e não apenas em cobrir bandas que as pessoas conhecem, mas também introduzir novas bandas que essas pessoas talvez não tenham ouvido falar.

Como eu disse, nós queremos que seja engraçado e que seja um momento divertido, mas não é um show bobo. É mais um show inteligente sobre música e sua indústria e pessoas que nós gostamos ouvindo-a e trabalhando com ela.

Então você terá convidados no show e tocará vídeos de música?

Eu não acho que nós tocaremos vídeos de música, mas nós teremos um monte de convidados no show, performances ao vivo, visitas no estúdio, peças de backstage, segmentos em torno da cidade, peças correspondentes e todos os tipos de coisas. Estamos produzindo agora, então ainda estamos descobrindo exatamente o que as coisas serão. Mas a energia é tal que, se quiséssemos experimentar e ter uma banda tocando no topo do Empire State Building, nós tentaríamos fazer isso. Se quiséssemos visitar uma banda no estúdio na França, nós tentaríamos e iríamos fazer isso. Se quiséssemos sair com o Billy Corgan(líder do Smashing Pumpkins) para beber e falar sobre música, nós faríamos. Enquanto pensarmos que algo é divertido e legal, vamos fazê-lo.

Quando você postou online que tinha um grande anúncio e que todos deveriam ouvir à KROQ, parece que o anúncio é que o Blink-182 vai tocar em um grande show da KROQ em setembro. Foi um momento infeliz ter essas duas notícias saindo ao mesmo tempo?

Bom, tocar aquele show é na verdade algo muito bom pro Blink, pois será o único show desse ano na América do Norte. Vamos estar no estúdio para o novo álbum. Eu não me toquei na hora, mas acho que a rádio estava passando comerciais fando uma certa ênfase nesse anúncio do show. Mas o que eles diziam é que você ouviria uma música nova. As pessoas acharam que seria uma música nova do Blink-182, que é claro que não seria ainda. Então, acho que as pessoas ficaram desapontadas pois acharam que ouviriam uma música nova do Blink. Nós não sabíamos que a rádio estava dizendo isso, mas criou uma confusão geral. E depois, o programa na Fuse é um anúncio totalmente separado e 10 vezes mais importante que qualquer coisa que pudesse acontecer hoje.

Você mencionou que o Blink não tem nenhuma música nova, mas quando nós conversamos no ano passado, vocês me contaram sobre “The Night The Moon Was Gone,” que depois se tornou “Up All Night.” Quantas músicas mais vocês têm que estão em alguma parte do processo de composição, e quando poderemos ouvir ao menos um pequeno trecho?

Espero que em breve. Quando o Blink se juntou novamente, nós fomos ao estúdio e começamos a colocar idéias em várias músicas. “Up All Night” é a que está mais completa até agora, definitivamente. Eu diria que está quase completa, mas nós não tivemos a chance de sentar e terminar de gravá-la. Quando nós entrarmos em estúdio e começarmos a escrever várias coisas novas, nós vamos pensar em qual será a melhor música pra liberar primeiro. Não estamos escondendo nada de ninguém. Nós queremos apenas que a primeira coisa que nós lançarmos seja algo muito bom, e no fim, pode ser que seja essa música mesmo.

No ano passado, no começo da turnê de reunião, a animação para um novo material do Blink era grande. Mas as pessoas desanimaram, porque vocês ficaram um pouco longe por uns meses este ano. Vocês estão preocupados que as pessoas tenham esfriado as expectativas para o novo material do Blink? Como motivam seus fãs

Acho que nós vamos continuar fazendo o que estamos fazendo. Pessoalmente, eu queria voltar no estúdio muitos meses antes, e o Tom queria gravar o álbum LOVE do Angels & Airwaves, que demorou mais do que ele imaginava. Ele fez a turnê e já terminou, agora nós estamos envolvidos e continuaremos com as gravações. Nós estamos muito felizes pelo fato dos nossos fãs nos apoiarem tanto, e esperançosamente, nós iremos fazer a espera valer a pena para eles, porque faz muito tempo. Eu entendo isso. Nós usaremos o resto do ano para gravar o álbum.

Vocês esperam que o álbum saia em 2011?

É o seguinte: Estamos tentando finalizá-lo em 2010. Não vamos lançar o álbum enquanto não sentirmos que é um ótimo álbum. Não vamos apressar algo que é ruim e não vamos demorar uma eternidade para lançar algo que não adoramos. Nós vamos ao estúdio, vamos trabalhar duro nesse álbum e lançar algo assim que conseguirmos. Se demorar três meses, tudo bem. Se tiver que demorar seis meses, vai demorar seis meses. Continuaremos assim até quando estiver pronto.

Vocês estão preocupados de que por não terem uma data certa para terminar, as músicas caiam no esquecimento?

É, foi o que fizemos no álbum de 2003. Demoramos o tempo que quisemos, nos preocupamos com os detalhes e cuidamos de um monte de coisas. Porque nós passamos muito tempo experimentando naquele álbum, acho que sabemos o que funciona e o que não funciona. Espero que esse processo seja mais rápido do que no outro. Eu adorei o processo de gravação do nosso último álbum.

Quando você diz o que funciona, e o que não funciona, quais são as coisas que você acha que não funcionaram no último álbum

Bom, nós usamos todas as idéias que nós tinhamos. Algumas coisas deram certo em algumas músicas e então poderíamos usálas em outras músicas. Eu não diria que há um selo de “isso não funciona”. Acho que nós aprendemos apenas confiando no nosso taco desde o começo, algo que é muito importante. No último álbum, nós escreveríamos uma música e colocaríamos ela em uma certa direção, e depois uma correção era feita propositalmente. Daí nós mudaríamos tudo e depois de nove vezes mudando, nós voltaríamos à idéia original. Então eu acho que a lição que nós levamos disso foi: experimentar o tempo todo e sempre confiar no seu taco.

Vários dos seus álbuns antigos estão sendo re-lançados em vinil pela primeira vez nesse ano. É algo importante pra você?

Eu amo vinis, e acho que uma coisa que está faltando na música hoje em dia é a colecionabilidade das coisas. Quando eu ia em lojas de discos, eu encontraria um vinil importado de um single do The Cure, e isso era muito legal. Era legal ter algo físico para ver a arte do álbum. Por causa da internet e da música serem tão acessíveis, em questão de horas você consegue ter todas as músicas de determinado artista. A colecionabilidade dos objetos musicais está se perdendo, mas eu acho que as pessoas estão re-descobrindo a diversão através do vinil. É definitivamente divertido olhar a capa de um vinil 12”, que você não pode ver em um mp3. Acho que a arte da capa está se perdendo do jeito que as coisas digitais estão. Muito do planejamento vai para a arte da capa, quais fotos serão usadas e o artista que fará algo incrível num álbum. Isso deveria ser tão importante quanto a música.

Então é possível dizer que, não importa o tanto que demore para o álbum ser finalizado, ele sairá em vinil?

Sim, é possível dizer isso.

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Obrigado @rutinha182 e @marinarehder182 por terem ajudado na tradução dessa entrevista!