Entrevista com Mark (Alternative Press)

Autor Por brunobld em 20/02/2009

“A segunda parte da entrevista para a AP está no ar. Esses caras estão com tudo! Você pode lê-la aqui.”

Esse foi o post do Mark em seu blog sobre a segunda parte da entrevista que ele deu à revista Alternative Press, e abaixo segue a tradução da mesma (Primeira e Segunda Parte):

O que se passava pela sua cabeça segundos antes de subir no palco no Grammys?
Eu queria um chiclete. Ainda bem que o Travis tinha porque meu hálito estava bem ruim.

A reação do público lá foi a esperada?
Sinceramente, tem sido bem gratificante a recepção de todos desde que anunciamos que continuaríamos o blink-182. Me deixou muito feliz.

Mas na festa, você achou que a galera reagiu como você queria ou foi tudo estranho?
[Risos] A coisa mais estranha foi que nos mandaram para o palco e nós não sabiamos onde tinhamos que ir. Não havia um palanque ou algo do tipo. Eu fui o primeiro a sair e se você ver no vídeo, eu estou meio que andando sem direção por uns 5 segundos. Um microfone saiu do chão e aí percebi que era pra lá que deviamos ir. Mas quando sai eu olhei para os câmera e para o palco todo e eu não fazia idéia de onde eu tinha que ir, e eu sabia que estavamos ao vivo, então foi bom que o microfone apareceu.

É claro que tudo já estava acontecendo a mais do que alguns dias antes do Grammys, mas a notícia de que vocês apresentariam um prêmio começou a vazar uns três ou quatro dias antes da cerimônia. Vocês ficaram desapontados com o fato da notícia ter vazado?
Não, sinceramente eu fiquei surpreso que o segredo foi mantido por algum tempo. Tanta gente tinha que saber disso para que pudéssemos estar lá que com isso vazando só uns três ou quatro dias antes foi bem legal. Porque aí as pessoas que nos assistiam não sabiam exatamente o que iria acontecer, se iriamos tocar or não, então foi bem ter todos assistindo quando finalmente anunciamos.

Havia alguém no backstage dizendo “Sem piadas sobre pinto. Sem piadas sobre peido.”?
[Risos] Não, mas estávamos no backstage e eles queriam que ensaiássemos nossas falas e tínhamos apenas umas três frases pra falar. Eles ficaram nos lembrando “Por favor, diga apenas o que etá na tela.” Não queriam que a gente zoasse.

Quando as conversar sobre a reunião começou?
Provavelmente algumas semanas depois de voltarmos a conversar. Sei lá, talvez tenha demorado um pouco mais, mas eu me lembro de estar sentado no estúdio – eu, o Travis e o Tom – e estavamos lá conversando. O Tom tinha vindo para L.A. por um dia e eu me lembro que ele disse “Então, o que você acham? Onde estão com a cabeça?” e eu disse “Eu acho que a gente deveria continuar o que temos feito nos últimos 17 anos. Acho que deveríamos voltar para a estrada e para o estúdio e fazer o que amamos.”

Foi literalmente isso?
Não sei se foi exatamente isso, mas foi algo do tipo.

Foi um sentimento mútuo ou ouve algum questionamento?
Não ouve nenhum questionamento. Eu acho que todos nós chegamos a um ponto onde queriamos continuar o que começamos. Foi natural. Tem sido, bata na madeira, uma experiência bem positiva até agora. Todos estão em um posição boa e ajudando um ao outro de uma forma que não ocorria em bastante tempo.

Qual foi a primeira música que vocês tocaram quando voltaram ao estúdio?
Ainda não tocamos. Não estivemos juntos em uma sala com instrumentos ainda. A forma como estamos compondo agora é apenas trazendo idéias. Estamos apenas no início da criação de um álbum. Temos várias músicas em pontos diferentes. Eu tenho umas 10 idéias de músicas que eu trouxe, e o Tom e o Travis têm idéias também. Então meio que começamos com umas coisas nas quais eu trabalharei e depois passarei para o Tom e o mesmo com o Travis. Mas ainda não nos juntamos para tocar como uma banda.

Isso é estranho pra você?
Não, é apenas a forma como a gravação está funcionando agora e a forma como trabalhamos como artistas. Foi assim no último álbum do blink também. Tínhamos tocado algumas músicas ao vivo, algumas músicas nós compusemos uns pedaços e as juntamos em uma música só. E tenho certeza de que continuaremos a compor. É bom ter as duas ferramentas ao alcance, onde podemos nos juntar, tocar e compor junto, ou apenas fazer um rascunho e compor a partir disso. Há varias ferramentas que podemos usar criativamente. Acho que essa é uma resposta longa.

O produtor Jerry Finn, que faleceu ano passado, foi com certeza uma grande parte da banda durante a última década. Como vocês aceitaram a idéia de gravam um CD novo em ele?
Sinceramente, estavamos agora mesmo no estúdio ouvindo umas músicas antigas do blink e relembrando o Jerry no estúdio conosco. Ainda sinto que ele está no estúdio com a gente pois tudo sobre gravações e estúdio que eu sei, aprendi com o Jerry. Ele era tão incrível como produtor, amigo e colaborador e era tão aberto com seu conhecimento, amor por música e com o jeito das coisas funcionarem. Ele não era um produtor que ficava por trás fazendo seu trabalho, ele estava envolvido com tudo. Era muito generoso com seu conhecimento e eu sinto que aprendemos tudo por trabalhar com ele. Então ainda sinto que ele está conosco.

Um grande motivo para vocês se reconectarem foi o acidente do Travis, mas houve algum tipo de manifestação após a morte do Jerry?
Na verdade, não. Já conversamos muito sobre a morte do Jerry. Quando a missa para o Jerry aconteceu, o Travis ainda estava no hospital e não pode ir, então eu fui o único que pude estar lá.

Vendo a música que você e o Tom fizeram desde o hiatus do blink, há alguma música em particular que te acertou como uma música muito boa?
Eu acho “The Adventure” uma música muito boa. Acho que tem uma boa composição.

Quanto tempo demorou para que você viesse a realmente ouvir Angels & Airwaves após seu lançamento?
Acho que ouvi de verdade logo na primeira vez. Apesar de todo o resto, como um fã de música e da música do Tom, espero que tenha sido de verdade.

As músicas novas do blink-182 são idéias de músicas em geral ou são músicas pensadas especialmente para o blink?
As músicas que eu tenho criado são com as idéias nas quais eu tenho trabalhado nos últimos anos. Acho que o mesmo acontece com o Tom e o Travis. E acho que é meio assim que a gente sempre trabalhou – todos dão idéias, mas a mágica acontece quando os outros dois colocam suas mãos em uma idéia e a transformam em algo melhor do que já era. Isso é algo que eu sempre amei com relação ao blink: Eu posso ter uma idéia e o resultado é muito diferente do que eu imaginei. O modo como o Travis lida com seus arranjos, ritmos e as idéias que ele traz é algo em que eu nunca pensaria. Leva todas as nossas idéias a um patamar superior. E o mesmo acontece com o Tom. Ele aparece com idéias novas e comigo, particularmente, se eu componho algo, eu amo entregar isso ao Tom e ao Travis e ver o que eles fazem com isso. Essa é a força. Há uma batalha no blink-182 com essas idéias e tudo mais que todos trazem e há uma tensão – não de forma negativa – e essa força que tira idéia de nos três me empolga.

Há algum álbum anterior do blink-182 para o qual esse novo álbum se direciona?
Eu acho que estamos todos num ponto onde tudo é possível nesse CD. Da mesma forma como nos sentimos com o último CD do blink. Se quisemos compor algo inspirado em música eletrônicas, nós o faríamos. Nós ainda amamos tocar músicas realmente de rock com bateria, baixo e guitarra, então sempre haverá bastante disso. Não estamos nos limitando de forma alguma, e isso que foi maravilhoso com relação ao último CD do blink. Acho que esse álbum vai ser uma continuação daquele.

Quando você acha que o primeiro show será?
Não sei ainda. Estamos falando sobre sair em turnê no verão. Ainda estamos organizando isso, então não sei quando a primeira data confirmada será. Na verdade, essa semana estamos começando a fazer ligações e conversar sobre onde será nosso primeiro show e como tudo vai funcionar. É bem empolgante para nós três estarmos de volta nesse mundo fazendo o que amamos e o que fazemos a tanto tempo.

Em Dezembro, a banda Forever The Sickest Kids anunciou em um dos seus shows que eles estariam de volta no ano seguinte com o blink-182. Depois de um tempo, o cantor da banda, Jonathan Cook, disse que isso era uma piada. Ele sabia de algo ou foi tudo uma coincidência?
Foi totalmente uma conicidência.

Você já ouviu essa banda?
Não. Eu ouvi bastante sobre o que eles falaram e se estaríamos em turnê com eles, mas ainda não tive a chance de ouvir a banda. Eu meio que não tenho ouvido as novas banda ultimamente, e fico meio envergonhado disso. Eu tenho alguns CDs que eu curto e acabo ouvindo eles repetidamente.

Você já se decidiu sobre o futuro do (+44)?
Eu não considero a banda acabada. Nunca diremos nunca para nada. Assim que você diz “eu não vou mais fazer tal coisa”, você se enfia em algo que te faz querer fazer essa coisa. O Shane e o Craig são guitarristas incríveis e é muito divertido tocar com eles, então de forma alguma diremos que a banda acabou. Mas é claro que, no que se é possível prever, toda nossa energia está sendo posta no blink-182. Isso não é temporário. Nem estamos chamando isso de reunião. É uma continuação. Quando eu ouço sobre uma banda se reunindo, me soa falso, e essa não é nossa situação. Todos nós estamos colocando 100% de esforços na continuação do que sempre fizemos. Não vamos apenas fazer uma turnê e dar um tempo e fazer isso outras vezes. Estamos continuando o blink-182 como sempre fizemos.

Quando você gostaria de ter o novo álbum pronto?
Espero conseguir ainda em 2009. Estivemos falando sobre isso, e tudo tem corrido muito mais rápido do que imaginamos. Há alguns meses nós mal nos falavamos e agora já temos 6 músicas do CD novo, estamos planejando uma turnê e tudo parece estar se encaixando. Então eu não sei quando o cd estará pronto, ainda estamos vendo. Tem sido bem confortável estar trabalhando em nossa banda de novo – blink-182. Levará um tempo, mas tem sido bem positivo. Não nos sentimos pressionados com alguma data em mente para o lançamente do CD. Vamos apensas gravar conforme for melhor até termos um álbum que amamos completamente.

Há algum objetivo antigo do blink-182 que você realmente queira trazer para essa nova fase?
Essa é uma pergunta complicada pois tudo que conseguimos com o blink é mil vezes maior do que pensamos que fosse possível. Nos sentimos previlegiados de poder fazer o que fazemos, da nossa forma, e do fato de que sempre conseguimos levar a banda assim. Apenas queremos continuar escrevendo grandes músicas, fazendo turnês e shows divertidos como sempre fizemos, sendo amigos. Esse é o maior objetivo que qualquer um de nós já teve para a banda.