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6 curiosidades sobre California, sétimo disco de estúdio do blink-182

Autor Por Danilo Guarniero em 05/07/2016

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Não é uma curiosidade, mas um fato: California não sai mais da playlist. Depois de tanto tempo aguardando um novo disco do blink-182, é mais do que justo que ele seja ouvido à exaustão pelos ávidos fãs. Que a banda receba destaque como há muito tempo não víamos (desde 2004). Que seu single principal tenha uma performance excelente na mídia.

Entre opiniões controversas e o eterno “blink-182 sem Tom DeLonge não é blink-182”, a única coisa que não tem como negar é que a banda voltou aos holofotes com muito fôlego e é uma coisa excelente!

Em comemoração a isso, separamos alguns fatos que você pode não conhecer sobre algumas faixas (algumas delas podem até ganhar um significado maior depois de saber de onde vieram as inspirações).

Patrick Stump (Fall Out Boy) co-escreveu duas músicas

As faixas “Sober” e “San Diego” tiveram ajuda de Patrick Stump, vocal do Fall Out Boy.

O segundo verso de “Sober” faz referência a um romance entre um casal fora dos padrões, ambos desgovernados e sem futuro. Ela também faz referência ao Matt nos primórdios do Alkaline Trio, quando ele era um entregador usando uma bicicleta no trecho: “Just a drunken bike messenger on Tuesday night”

Já “San Diego” é uma música sobre crescer nessa cidade californiana (onde Mark e Tom cresceram e formaram o blink-182) e foi um tema proposto pelo produtor John Feldmann, apesar de Mark ter relutado um pouco pela carga emocional. “Eu trouxe a ideia de que você precisa escrever sobre coisas que não quer falar a respeito,” disse o produtor. É uma música cheia de sentimento e nostalgia. Se tem uma faixa que podemos afirmar que foi composta com Tom DeLonge e o passado do Blink em mente, sem especulações malucas, essa música é “San Diego”.

Os filhos de Travis e Mark fazem participações especiais

Os créditos do disco trazem Alabama (filha de Travis Barker) e Jack (filho de Mark Hoppus) como participantes nas músicas. Jack Hoppus é apenas creditado como “vocais de apoio”, sem especificação de alguma música.

Já o piano na ponte da música “She’s Out of Her Mind” foi sugerido filha de Barker durante as gravações. Ele contou que eles estavam ouvindo à faixa e ela mostrou a ideia no teclado, que acabou encaixando e ela mesma quem gravou essa parte no instrumento.

O processo de composição e gravação foi muito rápido

Se em 2003 o blink-182 levou 3 meses para compor e gravar o Self-titled, com um processo bem específico com o produtor Jerry Finn, o disco California tomou uma direção praticamente oposta. O método de John Feldmann, atual produtor da banda, tirou Mark e Matt da zona de conforto. Hoppus conta que houve vezes em que John dizia “vou ali buscar um café e, quando eu voltar, quero este refrão pronto.” Isso acabou tirando-o da zona de conforto e foi um desafio a mais – além de fazer com que ele deixasse de pensar exaustivamente sobre uma ideia como sempre teve costume.

Isso resultou em um número absolutamente grande de músicas compostas. Apenas no primeiro dia em estúdio com Feldmann, o blink-182 já havia escrito “Bored To Death” e pelo menos mais duas músicas. No fim de um mês, mais de 20 sons estavam à disposição para eles escolherem quais entrariam no álbum (segundo o próprio Travis, é a primeira vez que eles passam por isso. Geralmente, se combinavam de ter 14 músicas no CD, no máximo uma música sobraria).

Matt Skiba realmente tem uma pintura do Marilyn Manson

A letra da faixa “The only thing that matters” cita um quadro feito pelo Marilyn Manson (quem diria que um dia uma música do blink-182 faria essa referência um dia!) no trecho cantado por Matt: “Grab a knife erase my vision, take may flatscreen television and my painting by Marilyn Manson”.

Um usuário perguntou para Matt se ele realmente tem essa pintura citada e o guitarrista respondeu que sim – e ela está novamente pendurada em sua parede, sã e salva!

Mark compôs “Home Is Such a Lonely Place” pensando em seu filho

Foi ideia de Mark em torno da frase “O lar é tão vazio sem você” enquanto eles conversavam sobre como seria a vida deles quando seus filhos crescessem. Como seria quando, depois de tanto tempo com a família ao redor, os filhos (em especial Jack Hoppus, já que a ideia central foi do Mark) finalmente estivessem prontos para deixar o lar. De acordo com o produtor John Feldmann, todos choraram quando a música foi tocada. Para ele, a faixa é um momento muito especial do disco.

A versão japonesa do disco tem uma música bônus

“Hey, I’m sorry” é a música que fecha o disco na versão japonesa, logo após Brohemian Rhapsody (assim como o Self-titled teve Not Now, que apareceu só na versão britânica). Legal notar que o disco começa com a música Cynical dizendo “I’m not sorry” e termina com “Hey, I’m sorry” ¯\_(ツ)_/¯

Eles descartaram algo em torno de 30 músicas que começaram a compor com Matt antes de decidirem que precisavam de um produtor. Curiosamente, ou não, esta foi a única música dessa época que foi mantida no disco.