4 curiosidades sobre o “Cheshire Cat”, disco de estreia do Blink

Autor Por Danilo Guarniero em 10/09/2015

6527312

Prosseguindo com as nossas listas temáticas sobre os discos do blink-182, chegamos ao Cheshire Cat, gravado em 1994 e lançado em fevereiro 1995. Foi gravado em Los Angeles, no estúdio Westbeach Recorders e lançado pelo selo local Cargo Records. A produção ficou por conta de Otis Barthoulameu.

Para promover esse disco, “M+M’s” e “Wasting Time” foram as músicas lançadas como singles e foram muito bem aceitas, tornando-se populares nas rádios locais.

Este foi o primeiro disco do blink-182

Apesar do Blink já ter lançado Flyswatter, Buddha e uma outra demo, o Cheshire Cat foi de fato o primeiro disco da carreira da banda e tem diversas músicas já lançadas nessas outras demos, mas em versões melhoradas.

Foi gravado em três dias, porque a banda e a gravadora local não tinham dinheiro para bancar mais dias de estúdio, e isso que se deram mal com o tempo: para atrapalhar, eles se perderam e chegaram três horas atrasados para começarem a gravar (depois, a banda alugou o estúdio onde gravaram o Buddha por uma semana para dar os toques finais).

O estúdio onde eles gravaram o Cheshire Cat também já recebeu bandas como NOFX, Bad Religion e Face To Face, sendo que as guitarras de Tom DeLonge foram gravadas no amplificador do guitarrista do Bad Religion – ah, falando nisso, DeLonge sem querer quebrou um microfone dele também, durante as gravações.

Mesmo com os contra tempos, tudo correu bem nas gravações e na produção do disco. Depois disso, o baterista Scott Raynor se mudou para Reno e teve que sair da banda (pela primeira vez), sendo substituído por um amigo deles chamado Mike Krull. Após um tempo, Mark e Tom quiseram o baterista de volta e Raynor voltou para morar com Hoppus e família, fazendo parte da banda de novo.

O nome vem de Alice no País das Maravilhas

Cheshire Cat é o nome de um personagem do livro Alice no País das Maravilhas. Esse personagem é o favorito de Tom DeLonge e, por esse motivo, foi escolhido para dar nome ao disco de estreia (aliás, esse livro foi tão importante para o blink-182 que o próprio coelho, mascote da banda, foi inspirado no personagem Coelho Branco)

A capa veio de um calendário

A capa do Cheshire Cat não traz o personagem de Alice no País das Maravilhas em si, mas sim um gato siamês com olhos coloridos.

É uma capa muito icônica e nem precisou de muita coisa para ser pensada. Na verdade, essa foto vem de um calendário que um vendedor deixou em um depósito do chefe de Tom DeLonge. A banda gostou da imagem e entrou em contato com a empresa do calendário para ver se podiam usar a foto e: o pedido foi negado. Sendo assim, o pessoal de arte digital da gravadora precisou mexer na imagem até que a banda pudesse usá-la sem ferir nenhum direito autoral.

O disco tem três capas diferentes

A primeira capa desse lançamento tinha o gato com olhos azuis e trazia escrito “blink” acima. Mas uma banda irlandesa também chamada Blink entrou em contato com a banda e eles tiveram que mudar de nome – foi assim que precisaram acrescentar o misterioso 182.

blink-cheshire-cat

A capa antes do 182

blink-182-cheshire-cat-cover-9080

A capa depois do 182

E existe também uma capa desse disco do blink-182 que traz o gatinho com os olhos vermelhos. Essa versão é da primeira prensagem em vinil e, além da cor diferente dos olhos, o fundo e borda também têm cores alternativas e, dessa vez, o título vem escrito embaixo de “blink-182”. Veja a capa abaixo:

1958271_orig

Leia também:

5 curiosidades sobre o Flyswatter, primeira demo do Blink

4 curiosidades sobre o “Buddha”, demo de 1994 do Blink