Introdução:
Imagine-se cara a cara com um de seus ídolos, entrevistando-o. Agora imagine-se na frente de todos os seus ídolos, entrevistando-os e gravando um documentário sobre uma das épocas mais marcantes música: o punk rock dos anos 90.
Se você não consegue imaginar tal feito, o australiano Jai Al-Attas imaginou-se nesse contexto e em 2006 saiu de Sidney e foi para Los Angeles realizar esta façanha. “- O resultado disso?” “- O documentário One Nine Nine Four!”
Em 1994, morreu aquele que fez com que cena musical underground fosse posta no mainstream: Kurt Cobain. Com sua morte, o grunge se foi e o punk rock passou a ser o estilo musical presente no cenário daquela época. No mesmo ano, um trio, não muito conhecido, do norte da Califórnia chamado Green Day lançara o disco “Dookie”, alcançando mais de 19 milhões de cópias vendidas. Ainda na mesma época, o Offspring lançou o “Smash”, disco que alcançou o status de maior vendagem de um selo independente, o Epitaph.

Fat Mike (NOFX), Tim Armstrong (Rancid), Billie Joe (Green Day), Mark Hoppus (Blink-182), Tom DeLonge (Blink-182), Greg Graffin (Bad Religion), Dexter Holland (The Offspring), Kevin Lyman (Warped Tour) foram algumas das pessoas com quem Jai pode conversar e extrair informações preciosas dessa época tão movimentada na música que era feita nos Estados Unidos.
E quem melhor para narrar toda essa história? Tony Hawk, a maior lenda viva do skate mundial.
One Nine Nine Four descreve como o punk rock dos anos 90, oriundo da obscura cena de meados dos anos 80, ressurgiu na costa leste dos Estados Unidos agregando o movimento do surf e skate do Sul da Califórnia que culminou no início de um dos principais eventos da música alternativa independente que dura até hoje: a Warped Tour.
Jai Al-Attas conversou quase duas horas conosco do Action182.com (Bruno Bld e Colombia182)e com Tony, do TenhoMaisDiscosQueAmigos.com, e falou sobre como surgiu a idéia de fazer este documentário, sobre a experiência de participar de algo que influenciou sua vida pessoal e profissional, de estar cara a cara com seus principais ídolos e sobre as dificuldades de realizar um projeto como este.
Falou ainda sobre o mundo da música atual, sobre Green Day, Blink-182, NOFX, Lagwagon, sobre o mercado discos de vinil, entre tantas outras coisas.
Ainda não leu a PRIMEIRA PARTE da entrevista? CLIQUE AQUI!

Confira agora a segunda parte da entrevista:
Bruno-ACTION182: Bandas como Paramore, Set Your Goals e Bomb The Music Industry! têm usado camisetas, tocado covers, e fazendo com que o mundo todo saiba sobre o amor deles em relação a bandas como Blink-182, Reel Big Fish e New Found Glory. Você acha que a gente está começando a fazer parte de uma nova cena baseada e imensamente influenciada pelas bandas dos anos 90?
Jai: Eu acho que é natural. Nos anos 90 você tinha as bandas pop punk do momento com camisetas do Clash, Replacements, Husker Du. Sempre será assim porque são as suas influências e você quer que as pessoas saibam quem elas são, então as usa com orgulho no seu peito. Uma coisa que eu não entendo é como a música ficou tão ruim nos últimos 8 anos. As bandas eram definitivamente influenciadas pelas músicas dos anos 90 mas mesmo assim faziam um som “screamo” que soava horrível. Eu espero que a próxima geração perceba quão ruim a música se tornou e comece a fazer bandas que soem como NOFX ou Lagwagon denovo.
Tony-TMDQA!: Aqui no Brasil a gente tá passando pela fase das bandas coloridas…
Jai: Podecre. Elas são apenas pequenos times de marketing próprio.Eu acho que há música boa em cada década, mas a última foi provavelmente a pior pra mim.
Tony-TMDQA!: Eu acho que foi uma década ruim até mesmo pra música mainstream. Tipo, a gente vai olhar pra trás e lembrar de quem? Linkin Park?
Bruno-ACTION182: A última década foi do hip-hop. Você concorda?
Jai: É, acho que sim, esse tipo de música foi muito popular. Mas eu também vejo como a década das bandas de rock “derivadas”. Todo ano tinha uma banda nova que era “hype” e fazia um álbum bom e sumia na obscuridade porque eles não eram mais o sabor do mês.
Bruno-ACTION182: Você gosta de Blink-182 hoje em dia? Ou só a era dos anos 90? O que você achou da volta dos caras em 2009 e o que isso significa para a cena punk rock atual?
Jai: Sim, eu ainda gosto de Blink-182. Eu gosto de todos os álbuns deles, obviamente mais de alguns do que de outros mas eu diria que eles são uma das minhas bandas favoritas. Eu vi 4 shows deles na turnê da volta ano passado em eventos diferentes e foi muito legal, foi muito bom vê-los juntos novamente. No que diz respeito à cena punk rock atual eu não sei, porque eles não têm sido parte dessa cena há algum tempo e as bandas com quem eles têm mais afinidade, os fall out boys e all american rejects não são bandas de punk rock.
Bruno-ACTION182: Eu também. Eu fui a Nova York pra ver os shows e foi maravilhoso.
Colombia-ACTION182: Você nunca os viu na Austrália? Era tipo um segundo lar pra eles…
Jai: Sim, eu vi eles algumas vezes na Austrália nos anos 90. Eu também saí em turnê com eles uma vez em 2004, logo antes de terminarem. Eu tinha contratado o Brand New pra minha gravadora e eles estavam abrindo alguns shows, foi muito legal.
Bruno-ACTION182: E o Rick DeVoe, que ajuda, gerencia e fez tantas coisas pro Blink-182. Ele é um nome importante na música também.
Jai: Sim, o Rick é maravilhoso. O cara mais legal de todos!
Nota do editor: Caso você não conheça muito sobre Rick DeVoe, clique aqui e veja a entrevista EXCLUSIVA que o Action182 fez com o próprio.
Bruno-ACTION182: Definitivamente a explosão da banda veio em 1999 com o “Enema Of The State”. Você acha que o Blink-182 foi a última banda a lançar algo realmente significativo nos anos 90?
Jai: Eles lançaram no finalzinho dos anos 90, então sim. Mas várias outras bandas estavam se tornando bem populares no final dos anos 90 e explodiram nos anos 2000, como o New Found Glory e o Ataris. O Blink pavimentou o caminho para eles, e sem o “Enema” talvez elas nunca tivessem conseguido suas chances. E sem o “Dookie”, o Blink provavelmente não teria sua chance.
Bruno-ACTION182: Bandas como o Blink-182 e o Green Day estão fazendo sons completamente diferentes daqueles que os fizeram famosos nos anos 90. Você acha que esse caminho é natural e que se eles tivessem continuado fazendo a mesma coisa não teriam tanto sucesso?
Jai: Eu fico feliz que eles tenham evoluído porque caso contrário seria muito chato. Pra que ficar criando o mesmo som, com o tempo ele fica chato e sem graça.
Tony-TMDQA!: O Tony Hawk é o narrador do documentário. Ele é o cara que levou o skate ao seu lugar mais alto mundo afora. Na sua opinião o skate e o surf ajudaram o punk rock a crescer e chamar atenção do mundo todo?
Jai: Sim. O skate e o surf ajudaram essas bandas a conseguirem fãs antes do rádio e da Mtv. Principalmente com seus vídeos que tinham bandas de punk rock como trilha sonora. Aqui na Austrália o Unwritten Law e o Pennywise têm discos de Ouro. E muito disso ter acontecido é por causa dos vídeos de skate e surf.
Bruno-ACTION182: O Tom está com o Angels And Airwaves agora. Que tipo de música você acha que eles tocam, comparado ao punk rock dos anos 90?
Jai: Não faço ideia.. Pop rock?
Tony-TMDQA!: Eu diria “chato-rock”, mas é só minha opinião. hahaha Eu sou do time +44, sabe.
Jai: hahaha eles têm algumas músicas boas mas obviamente eu prefiro Blink-182. Tanto +44 quanto AvA só provam que esses caras atingem seu melhor nível quando estão juntos. É tipo os trabalhos de Lennon e McCartney depois dos Beatles, eles tinham algumas músicas boas mas nada se comparava a quando eles estavam juntos.
Tony-TMDQA!: O documentário passou no Festival Internacional de Filmes em Calgary no ano passado. Qual foi a recepção das pessoas? Você pretende mostrá-los em outros lugares antes do lançamento oficial?
Jai: A recepção em Calgary foi muito boa, eu acho que a gente foi aplaudido de pé e eu fiz uma sessão de perguntas e respostas que foi muito legal. Não sei se a gente irá mostrá-lo em outros festivais, a gente não o inscreveu em nenhum, mas se rolar algum convite com certeza a gente vai dar uma olhada. O objetivo agora é resolver a parada das músicas pra finalizar tudo.
Colombia-ACTION182: E como o documentário será distribuído, qual será sua cobertura?
Jai: Na Austrália a gente tem um distribuidor e está trabalhando para conseguir no Japão e EUA agora. Quanto à América do Sul eu não sei, mas eu gostaria de lançá-lo em todos os lugares, então se vocês souberem de algo, me avisem.
Tony-TMDQA!: Além do documentário, como você se envolveu com música e o que tem feito ultimamente?
Jai: Eu me envolvi com música em 2000 quando comecei meu próprio selo. Basicamente o objetivo era criar um selo parecido com a Fat Wreck Chords, Epitaph e SubPop. Eu me saí muito bem com isso e fiz conexões que possibilitaram a criação do documentário. Eu tenho trabalhado em terminar o “1994″ e meu próximo filme, além de produzir um desenho animado que estamos bolando.
Tony-TMDQA!: A última pergunta seria: O nome do meu site significa “Tenho Mais Discos Que Amigos!”. Você tem mais discos que amigos?
Jai: Quase definitivamente. Eu só tenho tipo 3 amigos, e dois deles são meus pais.
Tony, Bruno, Colombia: Muito obrigado pela entrevista Jai! Foi muito legal da sua parte.
Jai: Valeu pessoal, foi muito divertido, obrigado.

Esperamos que você tenha gostado muito dessa entrevista, além de ter sido muito divertido e um enorme prazer fazê-la, é uma enorme satisfação divulga-lá e poder passar esse tipo de informação para os outros, pois tem muita informação legal ai, que o pessoal mais velho vivenciou e os mais novos aprendem com a história! E muito obrigado também ao Jai que sempre foi muito atencioso conosco. Até a próxima entrevista galera!
cara, gostei d+, principalmente da parte que ele fala sobre as bandinhas que fazem marketing comercial, um dia o pessoal vai abrir o olho e ver que eles n querem fazer um som legal pra todo mundo ouvir, eles querem é vender musica. entrevfista sensacional, parabens ao Action 182 e ao TMDQA !!!
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Nisso eu concordo com você desculpe se te ofendi no post sobre o Tom dizer que é 100% AVA e 30% Blink. Más é que naquele post a gente bate de frente e não concorda em nada. Más isso não quer dizer que eu nunca vá concordar com vc em nada e que não te respeite como pessoa.
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ahh tranquilo cara, opiniões são pra ser debatidas mesmo, mas sem agressões fisicas e morais. de resto é saudavel discutir opiniões. fica tranquilo cara ^^
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Difinitivamente concordo com ele, o Tom só faz algo bom quando esta com o Mark e o Trávis e vice versa.
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Gente qualquer pessoa com pelo menos com um neurônio sabe que o Tom só pensa em fama e dinheiro e não tá nem ai pro Blink, quando ele enjoar do Ava ele vai dar um pé na bunda dos seus companheiros dessa porcaria de banda tb. Ele não tá nem ai para seus amigos e muito menos para seus fãs.
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também não é assim né? x_x tu é o tom agora é pra saber disso? iuhasduihud
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Cara lógico que eu não sou o Tom, más é so ver o que le faz e diz. Uma hora o cara só pensa no Blink, depois acaba com a banda, monta o Box Car Racer e acaba tb, depois inicia o Ava e volta com o Blink fingindo estar feliz e sem mais nem menos desmerece os fãs do Blink dizendo que ele é 100% AVa e miseros 30% Blink.
E ainda por cima é muito burro prá fazer calculo. Como uma pessoa pode ser 100% uma coisa e 30% outra, ou ele é 70% uma coisa e 30% outra, ou é 100% um e 0% outro.
o cara só n gosta de ta parado né po? ou tu preferia noticias correndo como: por onde anda tom delonge?
o 100% blink auiahuiahui
perfeito o que você falou, perfeito!!!
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eu ou o 100% ? HDUIHUSAI
Action 182 e o TMDQA seeeeempre representando uma galera, valeeeu, otima entrevista.
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néé… essa parceria só tem trazido coisa boa \o
crescendo cada vez mais, muito bom de ver isso (:
fodas as entrevistas :D
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ah… e… “Tanto +44 quanto AvA só provam que esses caras atingem seu melhor nível quando estão juntos”. (ponto)
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aaaaaadorei!
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demais glr ! a entrevista ta MEGA FODA, pena que o documentário ainda não tem previsão pra sair na américa do sul, queria mtmt ver :/
parabéns ao action e ao TMDQA!
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Muito legal…..o action182 é foda…e o brunoBDL tbm….pra nois fãs do action182, uma materia dessas é motivo de orgulho em saber que o action182 procura sempre as melhores coisas pra nos fãs…materia foda…mo legal…NOFX muito foda tbm…
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muito foda!
parabéns pela entrevista, e pela parceria!(cada vez dando mais certo).
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E sem o “Dookie”, o Blink provavelmente não teria sua chance. Não é o Green Day não? :x
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não não.. ele quis dizer que sem o “Dookie”, o estilo não teria se consagrado, e muito provavelmente o blink que se inspirou bastante no green day não teria sucesso com o som.
=D
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ah possa, valeu aí tony =]
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”Blink-182. Tanto +44 quanto AvA só provam que esses caras atingem seu melhor nível quando estão juntos”
uhuh concordo *-*
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ótima entrevista!!
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gostei MUITO,esse cara sabe do que ta falando,manja demais!e pra mim,nada melhor que o punk rock dos anos 90 *-* aguardo ansiosamente pelo documentário.Bela entrevista,parabens!
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[...] NO AR a segunda parte da entrevista que eu e o pessoal do Action182 fizemos com o diretor do [...]
“Tanto +44 quanto AvA só provam que esses caras atingem seu melhor nível quando estão juntos.” NOSSA, falou tudo!
eu adorei a entrevista, tá muito muito boa, tá ótima!
o Jai é foda, virei fan dele \o/
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Tony-TMDQA!: Eu diria “chato-rock”, mas é só minha opinião. hahaha Eu sou do time +44, sabe.
Jai: hahaha eles têm algumas músicas boas mas obviamente eu prefiro Blink-182. Tanto +44 quanto AvA só provam que esses caras atingem seu melhor nível quando estão juntos. É tipo os trabalhos de Lennon e McCartney depois dos Beatles, eles tinham algumas músicas boas mas nada se comparava a quando eles estavam juntos.
HAHA O CARA FALOU TUDO : )
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aa gostei demais da entrevista :D
“Tanto +44 quanto AvA só provam que esses caras atingem seu melhor nível quando estão juntos.” aa bem isso mesmo!
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Eu queria fazer parte da equipe dele *-*
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Fadaoo!.D
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Foda*
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Fodaoo!.D
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muito boa a entrevista!
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ansiosa pelo documentario :D
e realmente o punk-rock dos anos 90 foi o melhor!!
e concordo com o Jai, essas bandinhas de ultimamente tbm.. pqp .-.
Parabens pela entrevista.
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